TOMAMOS DECISÕES PRECIPITADAS EM NOSSAS VIDAS..
"Seja pois pronto para ouvir, tardio para falar e lento para irar-se.."
INCLUSIVE PRESTEM ATENÇÃO NA HORA DE UM SINISTRO, PORQUE ISTO ACARRETARÁ A NÃO INDENIZAÇÃO PELA SEGURADORA, AGORA NÃO TEM COMO ESCAPAR.
Foi sancionada a lei "ÁLCOOL ZERO" . Essa lei prevê que não será permitida nenhuma "gota" de álcool no organismo, e as penalidades serão impostas no ato da infração pela autoridade policial.
A partir de 20/06/2008 sexta-feira é proibido ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica antes de dirigir.
Penalidade:
* será considerado uma infração gravíssima (7 pontos)
* multa de R$ 957,00
* suspensão do direito de conduzir por um ano (SEM CARTEIRA NÃO TEM COMO DIRIGIR VEÍCULO SEGURADO).
* à retenção do veículo.
Alguns Casos em que será aplicada a penalidade:
* dirigir sob a influência de qualquer quantidade de álcool * condutor envolvido em acidentes de trânsito sob qualquer nível de Álcool
* parado em blitz que se recusar a se submeter a testes de nível alcoólico
A lei valerá em todo o território nacional, ou seja, incluirá estradas federais, estaduais e até mesmo as ruas das cidades.
Determina ainda prisão em flagrante para o motorista que provocar acidente com vítima estando alcoolizado, participando de racha, conduzindo veículo em acostamento ou na contramão, ou ainda em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h. Nessas situações, o caso não será enviado a juizado especial, e o condutor perderá o direito ao pagamento de fiança.
A autoridade policial pode reter o veículo e recolher a carteira de motorista, inclusive daqueles que preferirem não utilizar o bafômetro.
Fonte: Sales Corretora - salescorretora@ibest.com.br
Fator de crescimento de origem natural foi injetado no tecido neuronal de ratos.
Roedores não voltaram a beber álcool mesmo depois de viciados, afirma estudo.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (Costa Oeste dos EUA) tornaram realidade o que provavelmente é o sonho de todas as pessoas que já tiveram um alcoólatra na família: acabar com o vício em álcool com uma única injeção. Por enquanto, o feito só aconteceu em ratos, mas o trabalho traz esperanças de que seja possível conseguir o mesmo com pacientes humanos.
A substância responsável pelo aparente milagre é conhecida pela sigla GDNF. Trata-se de um fator de crescimento essencial para a formação dos rins e dos neurônios motores (responsáveis pelos movimentos do corpo), além de atuar diretamente sobre o cérebro. Além disso, o GDNF também pode estar envolvido com a região do cérebro que é afetada pelo vício em álcool e outras drogas, como cocaína e morfina.
Na pesquisa, os pesquisadores da Califórnia, liderados por Sebastien Carnicella, usaram microinjeções de GDNF nessa região e observaram que a substância fazia com que os ratos diminuíssem sua ingestão de álcool. Ratos que anteriormente tinham sido viciados na bebida não voltavam a tomá-la mesmo com oferta abundante se tinham recebido as injeções. No entanto, os bichos não deixavam de gostar de açúcar, o que sugere que o GDNF não interfere na capacidade geral dos bichos de sentir prazer.
A esperança, agora, é tentar trasferir os achados para humanos. A pesquisa está na edição desta semana da revista científica americana "PNAS".
Ocorrências policiais caem 10%
Criminalidade caiu desde que a lei das bebidas alcoólicas entrou em vigor
GUARAMIRIM
Quatro meses após entrar em vigor, a lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em vias e logradouros públicos de Guaramirim já começa a mostrar resultados positivos. Nessa semana, a Polícia Militar de Guaramirim informou que o índice de criminalidade caiu cerca de 10% no município entre janeiro e abril deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.
O comandante da 2ª Companhia do 14º Batalhão, capitão Rogério Vonk, ressaltou que a redução se refere às ocorrências de crimes e contravenções relacionadas à embriaguez como perturbação do sossego alheio, ameaças, lesões corporais e vandalismo. De janeiro a abril de 2007 foram registradas 297 ocorrências do gênero. No mesmo período deste ano, foram 268. Vonk acrescenta que a PM espera que os registros policiais reduzam em torno de 10% ao mês.
Em Jaraguá do Sul, tramita na Câmara de Vereadores projeto semelhante, protocolado pela presidente da Câmara, Maristela Menel, em fevereiro deste ano. De acordo com ela, a única diferença com a lei em vigor na cidade vizinha até o momento é uma emenda proposta pelo vereador Terrys da Silva que proíbe também a realização de festas públicas, como a Stammtisch. A lei aprovada em Guaramirim dispõe que eventos públicos podem ser realizados desde que o consumo de bebidas alcoólicas seja autorizado pela Prefeitura.
A idéia de criar uma lei proibindo o consumo de álcool em locais públicos nasceu numa reunião entre o capitão Vonk e lideranças do Clic (Conselho de Líderes Comunitários) e do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança). A lei dispõe que o infrator é orientado a encerrar o consumo de bebida ou retirar-se do local, e que o descumprimento "sujeitará o infrator a multa de 10 UFM (Unidade Fiscal Municipal)", cerca de R$ 500.
Audiência pública
A presidente da Câmara, Maristela Menel, disse que na próxima semana deverá ser agendada uma audiência pública sobre o projeto, que deve ir à votação em seguida. A Câmara de Vereadores também publicou, em seu site, uma enquete sobre o assunto. Para participar, basta acessar o www.cmjs.sc.gov.br e clicar na janela do lado direito da tela.O comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, César Nedochetko, destaca que as ocorrências relacionadas à embriaguez correspondem a cerca de 30% do total de registros. Ano passado, a PM atendeu em torno de 1.200 casos somente de perturbação do sossego alheio. "Se entrar em vigor no município, esperamos que o número de ocorrências relacionadas ao consumo de álcool reduza em torno de 20%", calculou.
Daiane Zanghelini

Nos vídeos brasileiros a cerveja continuará jorrando, generosa e farta, em mensagens que identificam seu consumo à alegria, à jovialidade, ao sucesso, à beleza e às mulheres de biquíniNo projeto do governo que pretende restringir a publicidade de cerveja na televisão embutia-se um confronto entre o progresso e o atraso, a civilização e a barbárie, o interesse público e os interesses privados. Encaminhado ao Congresso em regime de urgência, estava na semana passada na iminência de ser posto em votação quando um acordo entre as lideranças partidárias, ao retirar-lhe a urgência, remeteu-o para as calendas gregas. Venceram o atraso, a barbárie e os interesses privados. Nos vídeos brasileiros a cerveja continuará jorrando, generosa e farta, em mensagens que identificam seu consumo à alegria, à jovialidade, ao sucesso, à beleza e às mulheres de biquíni.O projeto visava a corrigir uma anomalia criada pela lei de 1996 que proibiu o anúncio de bebidas alcoólicas antes das 21 horas. A cerveja ficara de fora sob a justificativa de ter teor alcoólico menor. Não é preciso ser um profissional da saúde para concluir que o que importa não é o teor alcoólico, mas a quantidade de bebida ingerida. Falou mais forte, no entanto, o lobby da cerveja, representado pela coligação que reúne fabricantes, agências de publicidade e emissoras de televisão. Essa mesma coligação venceu outra vez na semana passada. Num Congresso coalhado de proprietários de emissoras de TV (eta, Brasil!), encontrou amparo amigo em deputados como o líder do PMDB, Henrique Alves (de uma família dona de concessões no Rio Grande do Norte), e Antonio Carlos Magalhães Neto (idem na Bahia).O combate ao abuso do álcool é uma das principais bandeiras do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma de suas iniciativas foi a tentativa de proibir a venda de bebidas nos bares e restaurantes à beira das estradas. Venceu apenas pela metade, pois no Congresso abriu-se uma exceção para bares e restaurantes situados em áreas urbanas. A tentativa de fazer com que a publicidade de cerveja não se espraiasse tão à vontade, lotando os intervalos do futebol, nos fins de semana, ou se imiscuindo nos noticiários e nas novelas, nos horários de maior audiência, era outra de suas prioridades. O argumento do ministro é a saúde pública. Este é o país dos 35 000 mortos por ano em acidentes de automóvel, em grande parte causados por embriaguez do motorista. É também o país dos assassinatos fúteis no bar e da violência doméstica, para os quais o álcool dá contribuição decisiva.Nas últimas semanas o lobby da cerveja se fez presente em anúncios nos jornais e na TV. O anúncio da TV começava com uma falsidade ("Querem proibir a publicidade de cerveja", dizia, quando na verdade se tratava de restringir sua veiculação) e avançava pela argumentação de que a publicidade nada tem a ver com a embriaguez dos motoristas ou a violência dos bêbados. No mundo angélico assim descrito, ninguém bebe porque viu anúncio da bebida. Ou seja: a publicidade não provoca efeitos. É um mero exercício platônico, inócuo como comprimido de farinha. O golpe de graça estava guardado para o grand finale, quando, em defesa da publicidade da cerveja, invocava-se a liberdade de expressão. Nada menos do que o nobre conceito, flor do Iluminismo, da liberdade de expressão – como se pairasse a ameaça de censura a algum evento ou se tramasse a repressão a alguma corrente de opinião.Num anúncio nos jornais, em que também se insistia na tônica da inocuidade da publicidade – pintada como tão responsável pelos bêbados quanto os abridores de garrafa (!) –, o que estaria em jogo seria "o direito sagrado" de "se informar e formar a sua opinião". Como se os anúncios de cerveja tivessem algo a informar além da preferência do Zeca Pagodinho, e como se à vista deles se pudesse formar opinião mais complexa do que escolher o mais revelador entre os biquínis das moças.Os anúncios foram elaborados pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap). Entidades da classe ou lideranças publicitárias também se opuseram, um ano e meio atrás (e também invocando o santo nome da liberdade de expressão em vão), à lei que proibiu os outdoors em São Paulo. Foi a melhor coisa que aconteceu na paisagem da cidade em muitos anos e conta com amplo apoio da população. Com a manobra da semana passada os anúncios de cerveja sem restrição de horário ganharam uma sobrevida talvez de anos. Mas é inevitável que um dia não mais se apresentarão sem freios. Fazem parte da consciência do nosso tempo as idéias de que não se deve estimular o consumo de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas, especialmente junto às crianças e aos jovens, e de que a publicidade na TV é um dos mais poderosos estímulos, especialmente junto às crianças e aos jovens. Há alguns anos também os anúncios de cigarro campeavam soltos. Fumava-se nos programas e os estúdios ficavam cheios de fumaça. Anúncios de cigarro, que costumavam ser tão glamourosos como são hoje os de cerveja, ou apresentadores puxando suas tragadas no ar hoje soariam chocantes. Não está longe o dia em que também os anúncios de cerveja soarão chocantes.
Fonte: VEJA - 11/05/08



